Rótulo - DFJUG - Projetos sociais        

Rybená

Linha do Tempo. Historia da Educação dos surdos

  Relogio  
4000 a.C. Antiguidade
> Aristóteles 384-322 a.C: considerava o Surdo como não competente, incapaz, um ser sem pensamento. Idéia associada à surdez congênita. A linguagem dava ao homem a condição humano para o indivíduo. Portanto sem linguagem, o Surdo era considerado não humano;
> Romanos privavam o Surdo de todos direitos legais. Eram confundidos como retardados. Não podiam se casar (até séc. XII);
476 d.C. Idade Média

> Fim da Idade Média começa um caminho para educação do surdo;
> Bispo John of Hagulstat - “cura” de um surdo / Milagre de Deus;

1453 d.C. Idade Moderna






Mapa




conquista





monalisa




piedade





napoleão


> Bartollo della Marca d' Ancora (séc. XIV) – Língua de Sinais;
> Rodolfo Agricola (séc. XVI) – 1528 – Conheceu surdo congênito que compreendia a escrita e se expressava através dela;
> Girolano Gardano (1501 – 1576) – surdo poderia aprender a ler e escrever sem fala;

PONCE DE LEÓN (Pedro Ponce de León, 1520 – 1584)
Demonstrou que os argumentos médicos que afirmavam que os surdos não poderiam aprender porque tinham lesões cerebrais não eram verdadeiros
Falar implicava nos direitos como cidadão

BONET (Juan Pablo Bonet, 1579 – 1629)
Propõe o Alfabeto Digital: ensinando a leitura
E a Língua de Sinais: ensinava a gramática
LOF não era trabalhada especificamente

= Seu método serviu de base para toda Europa (Pereire: países de língua de origem latina, Amman: língua alemã, Wallis: Ilhas Britânicas)

JACOB RODRIGUES PEREIRE (1715 – 1780)
Fluente em L. de Sinais, mas defensor do Oralismo
Modificou o método de Bonet, introduziu pontuação, acentuação e números; também não trabalhava especificamente a LOF
Experiência com 12 surdos apenas

AMMAN (Johann Conrad Amman)
Movimento Oralista Alemão (Surdo era infortuando, pouco diferente dos animais)
Seguia idéias de Bonet e de Wallis
Publicou um livro sobre Modelo de eduação para Surdo na Alemanha a nível Institucional, que foi iniciado por Samuel Heinicke (1723 – 1790)
“ Fala tinha poderes especiais ”a voz residiria o sopro da vida, o espirito de Deus”
Era contra a Língua de Sinais - “atrofiava a mente”. Porém, ele utilizava Sinais e o alfabeto Digital como instrumento para atingir a fala

WAALIS (1616 – 1703)
Seguiu os métodos de Bonet
Logo desistiu de ensinar o Surdo falar
Usava Língua de Sinais (importante para ensinar os Surdos)
Considerado como fundador do Oralismo na Inglaterra

BRAIDWWOD (Thomas braidwood)
Seguiu trabalho de Wallis (Fala: a chave da razão)
Funda o 1º local / escola para correção da fala na Europa em Edimburgo (palavras escritas – significado e pronúncia e LOF; e Alfabeto digital)
Kinniburgh: um dos primeiros que aprendeu o método de Braidwood
Charles Green: primeiro americano na escola de Braidwood. Seu pai lutou pela implantação de escola para surdos nos EUA. Apesar do sucesso de seu filho, quando volta aos EUA, a idéia regride e ele começa acreditar na Língua de Sinais.

Educadores que defenderam o uso da língua de Sinais

ABBÉ DE L' EPÉE (Charles – Michel de L' Epée, 1712-1789)
ensinou duas irmãs surdas
fundou a 1ª escola para surdos “Instituto Nacional para Surdos Mudos em Paris” - Instituto de Paris
Sistema “Sinais Metódicos”
Propiciou ao surdo não oralizado a oportunidade de ser visto como humano, realizar tarefas apenas desígnadas aos ouvintes
“Época de ouro para os surdos”
Pereire e Heinicke foram contra o Método de L'Epée

1789 d.C. Idade Contemporânea






bastilha



> Língua de Sinais espalha-se por toda a Europa, inclusive nos EUA
> Thomas Gallaudet (1787 – 1851) americano e > Laurent Clerc (1785 – 1869) francês: responsáveis pela introdução dos Sinais e pela Educação Instituicionalizada para os surdos
Ambos foram aos EUA – em 1817 fundaram a 1ª escola pública para Surdos em Hartford, Connecticut “The Connecticut for the Education and Instruction of the Deaf and Dumb Persons”
Professores aprendem a Língua de Sinais francesa, os Sinais próprios dos alunos, os Sinais Metódicos adaptados para o inglês e o alfabeto digital francês. Gradualmente, a Língua de Sinais francesa foi sendo substituída pela L.S.Americana. Formaram as primeiras Comunidades Surdas
1864 – Congresso Americano – 1ª faculdade para Surdos no mundo 'National Deaf – Mute College', atualmente Gallaudet University – fundada pelo filho de Thomas, o Edward Gallaudet)
Guerra da Secessão: Língua de sinais sofre pressão contrária nos EUA (reunificação, todos tinham que falar inglês)
Horace Mann (1796 – 1859) político, influenciado por Samuel Howe (1801 – 1876), filantropo e adversário ao uso dos Sinais. Desejavam montar escola oralista seguido os modelos germânicos
Lewis Weld vai à Europa: utilizavam Sinais para educar os Surdos. Retorna aos EUA e conclui que os Sinais não deveriam ser abolidos. Porém, surgere o Oralismo e treinamento de LOF para quem tivesse condição de aprender
A tentativa de Oralização e LOF não tiveram bons resultados, mas Howe não desiste e em 1876, foi criada a primeira escola Oralista, uma Instituição em Northampton (Massachosetts) para crianças até 10 anos. Após esta idade, as crianças iriam à escola Hartford.
Estava implantado o Oralismo nos EUA

EDWARD GALLAUDET
Foi à Europa investigar as escolas em 14 países.
Conclusão: método combinado (Língua de Sinais e Oralismo)
Retorna aos EUA: Assembléia – surgere: Escola elementar para Surdos, melhor treinamento para os professores, livros-textos, utilizar mais o inglês escrito nos últimos anos de escola, uso de LOF e treinamento de articulação àqueles que tinham condição de aprender
Clerc, morre nesta época, quando o Oralismo atinge seu auge (ele que lutava pelos Sinais)

ALEXANDRE GRAHM BELL (1874 – 1922)
Defensor do Oralismo. Julgava a Língua de Sinais como imprecisa e inferior à FALA
Partidário da “eugenia”
Concordava que surdos não podiam casar-se entre si
Diferenças básicas entre Clerc e Bell

Momento Histórico: o Congresso de Milão em 1880

Determinações: Língua de Sinais deveria ser utilizada como apoio à Língua Oral ; O método Oral puro deveria ser preferido porque o uso simultâneo de Sinais e fala tem a desvantagem de prejudicar a fala, a LOF e a precisão de idéias
Mesmo momento, mas no EUA “Convenção Nacional de Surdos-mudos”. Algumas idéias diferentes de Milão: Robert McGregos, diretor surdo da escola de Ohio declara que o método Oral beneficia alguns, mas que o método combinado beneficia a todos os surdos

Depois do Congresso de Milão: Oralismo invade a Europa
Para Bernard Mottez (1975), O Congresso de Milão transformou a fala de uma forma de comunicação para a finalidade da educação
Para Skliar (1996), A Itália aprovou o Oralismo para facilitar o projeto geral de alfabetização do país. Unidade nacional e lingüística
Ciências Humanas e Pedagógicas aprovavam o Oralismo, que este respeitava a concepção de Aristóteles: Mundo de idéias, abstrações e da razão era representando pela palavra, e o mundo concreto e material, pelos Sinais
Skliar: clero – controle sob a forma de confissão. Primeiramete apoiava os Sinais, e mais tarde, o Oralismo.

1900 d.C. Seculo XX
> Oralismo: avanço tecnológico, AASI e AASC Coletivo, detecção precoce da DA
> Segundo Northen e Downs (1975), as técnicas mais utilizadas nos EUA foram: Oralismo Puro ou estimulação auditiva; Método multissensorial / Unidade silábica; Método de Linguagem por associação de elementos ou Método da Língua Natural; Método Unissensorial ou Abordagem Aural (também conhecida como Acupédia – Pollack, 1970)
  Fim. Hoje > Inclusão digital de portadores de necessidades especiais através da computação móvel.