JavaOne2007
Fotos de Daniel DeOliveira: Fotos do site da SUN: (http://photos.sun.com)
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O último dia do JavaOne 2007


Na Sexta-feira passada (11/05) aconteceu o encerramento do JavaOne 2007, naquilo que James Gosling, criador da linguagem Java, passou a chamar, nos últimos sete anos, de Toy Show (Apresentação de Brinquedos), pois o objetivo é este mesmo, através da exibição de coisas interessantes que são feitas baseadas na nossa plataforma, inspirar e desafiar os presentes a produzir equipamentos e programas cada vez mais avançados.

A manha começou enevoada, com um vento gelado, mas no auditório a medida que nos íamos entrando fomos recepcionados por um caloroso conjunto de Taiko, para quem não sabe é uma banda de tambores japoneses que pode custar individualmente mais de US$ 20.000. O Taiko of San Francisco ? www.sftaiko.com tem uma característica interessante, composto de 5 membros, um é oriental e os outros quatro são compostos de dois casais loiríssimos.

John Gage, cientista chefe da Sun, subiu ao palco convidando todos a se filiar ao SDN ? Sun Developer Network, onde você poderá baixar, de graça, os áudios (MP3) com todas as transcrições (em inglês) das apresentações realizadas este ano. Convidou, em seguida, ao palco o anfitrião do dia James Gosling que afirmou dizendo que a decisão do que apresentar no palco tem sido, a cada ano, mais e mais difícil e, brincou dizendo que, muitas vezes os ?brinquedos? são tão interessantes e divertidos que perguntou aos criadores dos inventos se não queriam trocar de emprego com ele. Depois consertou dizendo, para Jonathan Schwartz, que não se preocupasse pois sua filha Melissa não tinha autorizado.

Ronan Shaposhnik, do grupo Solaris, foi o primeiro convidado, que apresentou de dentro do Sun Studio (versão Java SE 6) o DTrace for developers, um depurador visual que consegue identificar em cores o comportamento de uma aplicação. Esta ferramenta é muito útil para empresas como a Nasdaq (bolsa de valores) onde ocorrem milhares de transações por segundo e, um método mal construído, pode comprometer toda a performance do sistema, como ele demonstrou na pratica. Em seguida Rob Englander do grupo de Grid Computing mostrou como realizar cálculos, em Java, usando centenas de computadores em paralelo.

Tor Norbye, o NetBeans Guy, mostrou como programar ?Ruby on Rails? usando o NetBeans 6, pois esta IDE agora vem com um ?Code Rails Generator? e, o exemplo que usou foi criar um programa rapidamente em Java e Rails, de calculo de conversão financeira e usou como base o nosso ?Real?, pois elogiou, é a moeda de um grande pais, pelo que foi imediatamente aplaudido pela nossa pequena e barulhenta comunidade presente.

Greg Anderson do NetBeans Mobility Team e Petr Suchomel da Ricoh, mostraram como fotografar diretamente de um celular, transmitir e imediatamente imprimir, em formato A4, uma foto que tiraram na hora de James Gosling. Os equipamentos usados eram padrão de mercado e não foram turbinados para a apresentação. Para mostrar o programa chamaram Damil e Cyril Gordijenko, que apresentaram o Virtual Document Management System ? VDMS, baseado no JSR 82 e Buetooth.

Danny Kaye, Clayton Bielle e Zame Vella, da 20th Century Fox, mostraram o que era promessa no JavaOne do ano passado agora é fato. Usando a tecnologia Blu-ray você pode adicionar menus superpostos aos seus vídeos, sem ter que parar o vídeo que estiver passando, atrás, no momento. Tudo em tempo real, 100% Java. Em outras palavras, você está assistindo um vídeo e pode chamar um menu, que aparece na frente (tecnologia Glassfish), seleciona o que você quer, sem parar de assistir o vídeo que está passando atrás. É uma tecnologia aberta, ainda tem muito para ser realizado, e estão convidando voluntários para ajudar. Vejam detalhes em www.foxbd.com/javaonesweeps

Para programas escritos em Java2D, Tod Frysinger e Seteve Buck da Cinegistics apresentaram o Cineshot. Paul Byrne do Project Wonderland mostrou um avatar de James Gosling visitando um museu virtual, interagindo com paginas Web e fazendo reuniões com outras pessoas conectadas neste ambiente. Fantástico !

David Bernard Traversant mostrou o Sufer Wow Wee, que já falei a poucos dias atrás, onde mostrou Robots (vendidos aqui por US$ 200) dançando Dance Music com uma graça e delicadeza que faria o John Travolta morrer de inveja.

O vencedor deste ano do Duke Award, modalidade Community, foi para o Projeto Sonia ? Systeme Operational Nautique Intelligent et Autonome. Trata-se se um projeto dos estudantes da Universidade de Quebec, no Canadá, que por nove anos tem desenvolvido um robot de exploração submarina. Eles apresentaram a Technical Session TS-1990 ? Exploring the deep.

Bob Bollella da Java Powered Industrial Robot, mostrou o robo industrial mais rápido do mundo, e pela primeira vez, com 100% do firmware escrito em Java. O desenvolvimento ficou por conta da London University, Lund University e pela ABB, as duas ultimas da Suécia. E ainda tem gente falando (besteiras) que, para fazer trabalho serio de Mecatrônica e Robótica você tem que escrever suas aplicações em C/C++.

Para encessar o Toy Show, Paul Perrone da Perrone Robotics voltou, mais uma vez este ano, para mostrar o que desenvolveu desde o ultimo JavaOne. Ele criou um helicoptero não tripulado, para sensoriamento térmico, a laser de objetos no chão. Ele e James Gosling deitaram-se no chão, o helicóptero passou por cima deles, desligado e suspenso por cabos, e nos telões do evento, vimos a imagem 3D que ele capturou. Mais detalhes ? Estude Java RTS pois vale a pena. Cuidado, não se trata de um helicóptero de brinquedo, é pequeno, não tem piloto dentro dele mas, o operador externo (remoto) TEM que ter brevet de piloto para opera-lo.

Para encerrar o JavaOne 2007 John Gage e James Gosling enviaram uma mensagem simples. Tudo o que foi mostrado nesta manha foi uma ?Call to action? uma chamada para a ação e terminaram com um ?Be inspired? se inspirem. Em outras e poucas palavras Tupyniquins teriam dito ?Desenvolvam coisas legais em Java?.

Na sexta a tarde Luci Campos (Idealizadora do DFJUG) e eu, fomos visitar os escritórios da CodeGear, divisão da Borland em Santa Cruz, a convite de Lisa Flores e DavidI, onde conhecemos o time de desenvolvimento do JBuider 2007. O prédio é belíssimo, dentro de um parque com um jardim interno que tem um lago e patos. Foi mandado construir por Phillipe Kahn, nos tempos históricos do Turbo Pascal. Fiz uma longa apresentação do JEDI, pois a empresa é uma das nossas parceiras do neste projeto e patrocinará o road show que o DFJUG fará junto a todos os 43 JUG brasileiros, onde divulgaremos conjuntamente a Iniciativa JEDI, a marca CodeGear e o JBuider 2007. A noite, como era aniversario do Amandio, os brasileiros da Borland se reuniram para comemorar em um jantar, que também contou com a presença do Dormevilly Tertius e Andreano Lanusse, entre outros. Nunca se falou tanto português, por estes lados, em um único local, como nesta barulhenta festa.

Para encerrar esta minha participação no JavaOne 2007 gostaria de expressar o meu agradecimento a Politec ? www.politec.com.br que, mais uma vez, permitiu que eu pudesse fazer a cobertura do maior encontro de Tecnologia da Informação do mundo. Tudo isto para que VOCE recebesse rapidamente noticias dos lançamentos acontecidos durante este importante evento. Despeço-me daqui de San Francisco e semana que vem, já no Brasil, começamos a trabalhar com todos os JUGs brasileiros para divulgarmos o JEDI regionalmente. De imediato lançaremos a VII Pesquisa nacional Java e estaremos também nos preparando para a festa do décimo aniversario do DFJUG. Os próximos doze meses, vocês podem ter certeza, serão bem agitados :-))

Um grande e forte abraço a todos daqui da gelada San Francisco.


O terceiro dia do JavaOne 2007


Manha gelada, tempo encoberto e vento que faz com que a sensação térmica seja mais baixa ainda. Bom, acabou acontecendo, o cangaço me venceu ontem a noite e eu apaguei, acordei e descobri que tinha menos de 20 minutos para tomar banho e chegar no Moscone Center. Quando lá  cheguei, atrasado, optei por não assistir a sessão geral da manhã que está a cargo da Motorola, intitulada "Dirigindo as inovações abertas para experiências com a nova geração".

As fotos que vou tirando ao longo destes dias de  JavaOne 2007 e que ilustram estes textos aqui, você encontra em http://www.dfjug.org/DFJUG/javaone2007/javaone2007.html, graças aos esforços da Maísa, que magicamente vai colocando as imagens em tempo recorde.

Aceitei o convite e fui direto para uma entrevista com Bob Brewin, Chief Technology Officer da Sun Microsystems, encarregado da divulgação e distribuição da linguagem de Script a Java FX. Perguntei como estavam os tutoriais e disse-me que ainda estavam sendo escritos, estão na metade. Para Setembro, na época do Sun Tech Day nas Filipinas eles terão integrado o FX ao NetBeans 6 e poderão mostrar com a integração em celulares.

Decidi investir o tempo em visitar o Pavillion, área onde estão agrupadas todas as empresas que tem algo para mostrar. Este ano são 92 empresas de todo o mundo e 61 pequenas mesas  de projetos internos da Sun onde, diferentemente de outras feiras onde você só  fala com meninas bonitinhas que não tem a menor noção do que estão fazendo e pomposos vendedores, aqui você fala diretamente com que está, de fato, escrevendo o código. Gente que você faz uma pergunta, a pessoa abre o código-fonte e te mostra exatamente o que você  está  fazendo, como por exemplo no stand do Eclipse - www.eclipse.org.

Merece ser visto o WowWee um pequeno e simpático robot (vejam a foto que tirei na nossa pagina do evento). Este robot é inteiramente programado em Java, vendido na feira por US$ 299, e como vem com o código fonte você pode interagir e você mesmo re-escrever os métodos que te interessam, melhorando (ou piorando :-), o que eles produziram. Os detalhes você vem em www.wowwee.com.

Encontrei com a Lisa Flores e os brasileiros da CodeGear e me mostraram a nova versão do JBuilder 2007. Acertamos os detalhes para a nossa visita a Borland, amanha, depois do encerramento do JavaOne.

Encontrei com Soo Yeol Yang e Jongseok Byun, o primeiro JUG Leader de um grupo na Coréia e o  último o coordenador da Software Community Alliance, associação que reúne os 17 grupos de usuários do pais. Como são muito elogiados por aqui pela excelência do trabalho realizado trocamos experiências. É  interessante notar como cada JUG tem características próprias derivadas diretamente na cultura em que está envolvido. Eles trabalham de 4 as 6 da manha blogando, e depois vão para o trabalho. As reuniões dos JUGs só acontecem nos fins de semana, devido a carga de trabalho diário ao qual os javaneses coreanos são submetidos diariamente. Pega mal sair as 6 da tarde para ir para casa ou para as reuniões. Os chefes não vêem isto com bons olhos.

Passei pela Esquina da Comunidade, onde os representantes dos JUGs de todo o mundo se reúnem e acertei com Aaron Huston os detalhes da festa de aniversario do nosso grupo, quando comemoraremos 10 anos de existência. A festa tem o titulo de "DFJUG 10" e ate' Fevereiro de 2008 muitas ações tem que acontecer. Mas estejam certos, será  uma festa que vocês jamais esquecerão. Haja código !!!

Sete da noite, eu e o Leonardo Galvão fomos para a tradicional festa "After Bash". A enorme área onde o pessoal diariamente almoça foi transformado em um enorme circo. No palco uma banda cover do Kiss, MUITO boa, composta exclusivamente de mulheres anãs !!! Vejam fotos no nosso sitio. Comida e bebida a vontade e eu, me sentei na arena, com um saco de pipocas,  Imagine uma gaiola de aço, toda de vidro reforçado onde maquinas tentam destruir, umas as outras. Já os tinha visto na televisão, no Brasil, acho que aí o programa se chama "Batalha do robots", ou algo parecido. E'  um negocio violento, as maquinas simplesmente são despedaçadas, voando pedaços para todos  os lados. Fotos na nossa página.

O pessoal adorou quando os executivos da Sun,  Bob Brewin, Simon Phipps, Rich Green e outros tentavam dirigir estes monstros de metal uns contra os outros. O divertido locutor chamou de batalha dos executivos. Eles passaram mais tempo tentando aprender como dirigir os veículos do que efetivamente lutando, como por exemplo o do Green que rodopiava sozinho sem parar.

De volta para o Hotel, em uma esquina da Market Street, uma excelente banda de rock, tocando na rua, o que por aqui é super comum. O pessoal ganha uns trocados e faz marketing de suas apresentações. Eis um dos motivos pelo qual adoro San Francisco. E tudo isto as 10 da noite, um vento de cortar e o publico sentado na calcada. Vejam o sitio da banda em www.siclairband.com. Os caras são bons. Foto na pagina do DFJUG.

São 3 da manhã, vou dormir um pouco e as 8:30 James Gosling subirá  ao palco para mostrar o lado divertido de Java.
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O segundo dia do JavaOne 2007


Finalmente esfriou o tempo por aqui, e como! Bem do jeito de San Francisco, nevoeiro fechado ate' o meio da manha, quando abre um sol forte, mas o dia todo com um vento gelado, entre 14 e 18 graus Celcius.

A apresentação da manhã foi dedicada a Oracle. Depois das informações de ordem dadas por John Gage, nosso simpático anfitrião, que informou , entre outras coisas que, agora só temos 50 horas até o final do JavaOne deste ano, subiu ao palco o Vice-presidente da Oracle para o desenvolvimento de tecnologias de servidores, Thomas Kurian. Ele já é figura conhecida por aqui, tendo se apresentado por diversos anos, algo como o apresentador oficial da Oracle.

Começou afirmando a importância da comunidade Java para a empresa, e o compromisso desta com a plataforma. Para eles a tendência atual indica quatro caminhos, J2EE 5, SOA, Web 2.0 e Grid computing.

Dentro da J2EE a Oracle entende que as tecnologias de ponta são JSF, EJB 3, JPA e JAX-WS, sendo que a nova Enterprise Java Beans deve ser entendida dentro de um modelo MVC, Modelo Visualizacao e Controle, com as interfaces de usuário, principalmente para celulares, baseadasem AJAX, Java Server Faces e Flash, pois estas permitem rodar em ambientes distintos como XHTML, Blackberry, Palm OS, Symbian, através de mensagens SMS.

O interessante foi que dentro do modelo MVC, Kurian sugere a colocação de um Data Binding (amarrador de dados? ;-) entre o Controller e o View, sendo que este já está especificado dentro da JSR-227. Nos serviços de persistência o uso de EJB 3 e JPA. Para demonstrar o uso da J2EE 5 fez duas demonstrações, uma para desktop e outra para celular. O curioso foi ver que o desenvolvimento da Web 2 já é suportada dentro da excelente IDE da empresa, o Oracle JDeveloper 11g.

Para encerrar ele lembrou a todos que milhares de informações gratuitas estão disponíveis para todos no OTN - Oracle Tecnology Network e convidou, para quem não conhece esta fonte de informações básica, a visita em http://otn.oracle.com/javaone

Aproveito para informar que as principais seções do JavaOne estao sendo transmitidas ao vivo direto do Moscone Center, por varias empresas de divulgação Java, vale a pena conferir no Google. As fotos (profissionais) do evento vocês tem em http://photos.sun.com

Andando pelos corredores do evento fui literalmente abordado pela turma do CodeGear (Borland), como o Tertius, Amandio e Lisa Flores que me apresentaram rapidamente ao novo CEO da empresa.

Na hora do almoço participei de um painel, com a imprensa americana e analistas de mercado, sobre a visão de outros mercados Java que não o local. Foram convidados 9 desenvolvedores ?estrangeiros?, eu entre eles. que falaram sobre responderam perguntas sobre seus respectivos mercados Java. Vejam a foto dos painelistas na pagina do principal do DFJUG, clicando no banner do JavaOne 2007. O anfitrião foi Matt Thomson, diretor da Sun para tecnologias abertas, e da esquerda para a direita, na primeira fila vocês vêem o representante das Filipinas, Brasil, Noruega, Holanda, Argentina e Cingapura. Atrás, Alemanha, Grécia e Brasil (Filipe Gaúcho), que agora mora na Suíça.


Em seguida tivemos a muito aguardada reunião de planejamento do JEDI 2007/2008, onde participaram John Paul Petines e Rommel Feria, criadores do JEDI e professores da Universidade das Filipinas e Luci Campos (Idealizadora do DFJUG) e eu. Vocês podem ver a foto da reunião também na pagina do evento. Aceitaram o modelo de certificação de provas proposto por nos e, como contribuição ao modelo global do JEDI, ficaremos responsáveis pela geração das provas virtuais e do sistema de avaliação em escala global e eles continuando com a geração de conteúdo. Na segunda parte da reunião acertamos a escala de recebimento dos módulos de sete a dez e alteração da grade curricular dos cursos 11 e 12, que agora passam a ser linguagens de script (leia-se Java FX) e Bancos de dados.

Cada um voltou correndo para seus respectivos hotéis, para trocar de roupa, pois as 06:30 era a hora da palestra do JEDI no JavaOne. O BoF 7784 com o titulo The JEDI Open Course-ware
project : taking Java where it matters most. A foto vocês também vêm na pagina do DFJUG para o JavaOne. De novo falamos Rommel, JP e eu. A platéia era composta majoritariamente de professores de paises como USA, Inglaterra, Rússia, China e todos instrutores de Java. O curioso foi um professor de uma universidade portuguesa se identificar e mostrar o quanto já conhecia da nossa proposta para o JEDI em língua portuguesa.

Na seqüência participamos de um Bof dos JavaChampions de todo o mundo, que hoje já somos 97 e depois outro dos JUG Leaders. Sala lotada, apresentaram-se os responsáveis por grupos de usuários de todos os lugares, mas foi observado a ausência de grupos africanos e indianos. Nesta altura do campeonato eu estava exausto, depois deste dia de aventuras e perdi boa parte da apresentação pois já estava ?pescando?, não sei quem dormiu mais se eu ou o JUG Leader da Coréia. O coitado estava mal. Tiramos a tradicional foto dos responsáveis pelos grupos de usuários na escada do Moscone Center e já deu para notar com o nosso grupo aumentou desde a reunião do ano passado.

O pessoal ainda saiu para festejar mas eu, me arrastei para o hotel. A idade já não permite tanta emoção. Tô um bagaço.

But the show musto go on e, amanhã tem mais.
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O primeiro dia do JavaOne 2007


O primeiro dia do JavaOne comecou quente e terminou com um incendio no meu hotel. Os dias aqui em San Francisco estao anormalmente bonitos e quentes, para este periodo do ano, e os nativos adorando. Digo quente mesmo, para um brasileiro acostumado a vir para ca', eu nunca senti tanto calor assim. Dizem que amanha deve entrar uma frente fria para diminuir um pouco o calor.

Ainda nao existe um consenso mas, estamos acreditando que este ano tem mais de 14.000 desenvolvedores inscritos. Fiz algumas tomadas para a aTV DFJUG realmente impressionantes da multidao de javaneses. Como sempre, enquanto o show nao comeca, sempre tem um artista se apresentando e este ano uma menina DJ, com muito talento e varios laptops McIntosh na mesa de operacao.

Nosso anfitriao, o sempre simpatico John Gage, diretor do escritorio de ciencias da Sun, abriu o evento afirmando que, a partir daquela hora, nos tinhamos 81 horas ate' o encerramento asssistir as 260 apresentacoes reservadas para nos. Disse que hoje ja' existem 3 bilhoes de dispositivos Java espalhados no mundo e apresentou um micro painel solar para alimentar a bateria de um celular, que cabe no bolso. Na verdade, do tamanho de um celular. Uma hora de sol, dez minutos de conversa e assim sucessivamente.

Terminou a sua abertura dizendo suas tradicionais palavras, don't be shy (Nao seja timido). Nos desenvolvedores temos a tendencia de nos focar no trabalho e nao socializarmos muito, mas aqui voce nao e', como ele disse, suico ou japones, frances ou chines, todos devemos ser BRASILEIROS. Imediatamente a nossa pequena e barulhenta comunidade se manifestou com gritos e assobios, para delirio de todos. Eles nos respeitam muito por aqui.

Rich Green, vice-presidente de software da Sun, subiu ao palco e comecou afirmando que a Comunidade e' uma necessidade fundamentalmente humana, mas existem barreiras e ele acredita que a tecnologia e' o catalizador da comunicacao. Para Green a rede e' uma forca que nao se pode parar. Para isto mostrou que hoje somos 6 milhoes de desenvolvedores Java no mundo. Convidou todos a visitar o projeto Glassfish, em glassfish.java.net que ja' recebeu mais de 2,5 milhoes de downloads e vem, na versao 2 Enterprise, com suporte ao JRuby. Convidou Martin Harriman VP da Ericsson ao palco para mostrar como a empresa implementou o Sun Java System Communications Application Server com o Glassfish.

Em seguida subiu ao palco Anne Edwin responsavel por toda a infraestrutura de tecnologia da bolsa de valores NASDAC, que roda tudo com Real Time Java. Sao 21 anos de parceria com a Sun e suporta 5 bilhoes de dolares por dia de transacoes que sao da ordem de 158.378 por segundo !!!! Depois veio Tom Hallman, VP operacoes de producao da Sony mostrou o PlayStation 3, com a tecnologia Blue-ray, onde tudo foi escrito em Java.

No NetBeans 6, ja' sai com suporte, alem de Java, para Jrubt 1.0, JavaScript e C/C++. Falou que Java como software livre, o OpenJDK, desde novembro e' um fato, trabalharam junto com a Free Software Foundation na questao do licenciamento, que e' o GPL versao 2. E para que permaneca livre estavam criando ali um comite de governanca independente que sera' o responsavel pela distribuicao do produto. Dos seis nomes apresentados vi' Simon Phipps que a anos luta pelo software livre na Sun e a nossa colega brasileira Fabiane Nardon, o que nos encheu de orgulho pelo merecido reconhecimento pelo trabalho que tem executado no Brasil.

A grande novidade do dia foi o lancamento da Java FX, que e' uma linguagem de script, extremamente rapida e simples que objetiva que usuarios sem muito conhecimento de TI, os desenvolvedores de conteudos, possam criar em minutos robustas aplicacoes para a Internet. Ouviremos falar MUITO nos proximos meses sobre esta nova linguagem focada diretamente no consumidor. Para mostrar como e' simples chamou ao palco Nandini Ramani para mostrar o JavaFX Mobile. Pelo que vi, alem de um visual lindo, voce monta aplicativos para o celular em poucas horas. Ouvi mais tarde o comentario maldoso do pessoal dizendo que a Sun tinha acabado de clonar o iPod da Apple, com a diferenca que e' software livre. E' claro que e' um produto beta, ainda nao disponivel para download, que la' pelas tantas da apresentacao travou. Uma constrangida Nandini, super gozada pela plateia e por Rich Green, teve que recomecar (re-boot) o celular. Subiu ao palco Marco Boerries da Yahoo para mostrar o mobile Search, o famoso dispositivo de busca na Internet da empresa, funcionando em um celular rodando em uma interface escrita em JavaFX Mobile. Mostraram o Mapas e Noticias funcionando em um celular. Cool (Legal) !

Jonathan Schwartz, CEO e Presidente da Sun convidou ao palco o Dr. Djabril Diallo das Nacoes Unidas e Scott McNeally co-fundador da Sun para falar sobre os projetos educacionais que a empresa esta' apoiando em todo o mundo e convidando todos a conhecer o Curriki ? http://curriki.org, desenvolvido em conjunto com conteudos educacionais, para jovens, disponiveis na Web.

Na conferencia de imprensa da tarde, provocados por um jornalista alemao, Schwartz e Green disseram que o relacionamento da empresa com a Microsoft esta' otimo, tanto que eles tem um grupo de demonstracao no Pavillion deste ano e algumas sessoes tecnicas, onde estao fazendo demonstracoes de interoperabilidade entre as plataformas .net e Java. Aproveitei e fui conversar com Rich Green para agradecer o apoio que nos deu em Sao Paulo, quando lancou o JEDI em portugues, durante o Sun Tech Day. A pedido dei os numeros mais atuais, 2380 inscritos em menos de duas semanas e tiramos algumas fotos que estao no sitio do DFJUG.

Perguntados sobre como a empresa pode ganhar dinheiro com software livre. Schwartz disse que o modelo comercial da empresa esta' funcionando, eles faturaram 14 Bilhoes de dolares, com um crescimento real de 10%, e isto diretamente influenciado pelo modelo de comercializacao do Open Source, onde o cliente entende e participa no desenvolvimento dos produtos. Esta decisao demorou 5 anos para ser implementada e agora comecamos a ver o Sistema Operacional Solaris, que na minha opiniao pessoal ainda vai dar muito o que falar.

O resto da tarde dediquei a visitar o Pavillion onde mais de 100 empresas grandes como IBM, Nokia, Oracle e Intel, ou pequenas, muitas vezes minusculas estao mostrando seus produtos. O que e' legal no JavaOne e' que o pessoal que te tende no stand sao os desenvolvedores que realmente estao fazendo o produto, onde voce pode fazer criticas ou sugestoes com as pessoas que efetivamente estao escrevendo o codigo. Na maior parte das vezes voce encontra estes mesmos desenvolvedores sentados ao seu lado assistindo uma sessao tecnica ou BoF.

Adorei a competicao, super participada, de autorama. Voce baixa o codigo e compete com o seu carroem uma pista cheia de sensores. Enviei uma foto da enorme mesa, com os carros competindo. Vejam os detalhes em http://race.java.sun.com

Outra apresentacao marvilhosa eu vi do Dr. Michael Kolling, da universidade de Kent, criador do BlueJ, onde mostra um programa de treinamento em programacao Java onde criancas de oito anos de idade programam jogos e menos de uma hora e meia !!!! Procurem pela palavra Greenfoot no Google e voces tambem ficarao entusiasmados. Entrevistei-o e voces verao um artigo na minha coluna na MundoJava (que anda parada a meses, ne' Guapo) explicando em detalhes a ideia deste treinamento Java para criancas. Este meu lado pedagogo e' muito forte para deixar passar esta maravilhosa oportunidade.

No tradicional jantar para os representantes da imprensa internacional que estao fazendo a cobertura do evento, tive a oportunidade de conversr com os responsaveis pelo programa de distribuicao do OpenSolaris.

Ja' de volta ao hotel, subindo no elevador, tres grandes estouros e cheiro de equipamento eletrico queimado. Os alarmes tocam para evacuarmos o hotel, porque aqui tudo e' de madeira e queima como papel e fiquei na rua assstindo enquando os bombeiros chegavam em menos de 5 minutos. Eu no meio daqueles carros enormes com escadas dobraveis fotografando tudo. Dez minutos depois descem os culpados, um micro-ondas e um frigobar de um quarto do terceiro andar completamente carbonizados. O comandante do destacamento libera os hospedes para irem para a cama nos andares nao atingidos, so' que, como o hotel ainda tinha muita fumaca, os sensores que ficam nos quartos durante uma meia hora ainda ficavam pedindo para que voltassemos a evacuar o hotel. Como pela janela vi, que os bombeiros ja' tinham se mandado, fiz o que me mandaram, esqueci os alarmes e fui dormir.

Amanha o segundo dia com mais novodades
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O dia do NetBeans em San Francisco

Estou em San Francisco, na Califórnia (USA), para mais uma cobertura EXCLUSIVA para VOCE direto do JavaOne, que é, o maior encontro de desenvolvedores do mundo. Estas notas que aqui escrevo não tem nenhum cunho jornalístico (pois eu não o sou), aqui vão observações de um velho javanês dos fatos que vou presenciando ao longo do dia. Na velocidade que tenho que escrever, não faço revisão gramatical e muitas barbaridades semânticas e lexicas devem e podem estar acontecendo, mas não me preocupo. Isto e' algo meio como um Blog. Vocês encontrarão noticias mais bem elaboradas, as noticias oficiais do evento, em inglês, no sitio da Sun para o evento, em : http://java.sun.com/javaone/

O dia que antecede ao JavaOne é sempre dedicado ao NetBeans, só que, desta vez o formato foi alterado e melhorado e, agora, se tornou o CommunityOne, que inclui em diferentes Threads encontro das comunidades GlassFish, NetBeans, Linux vrs. Solaris, OpenJDK/Moveis e Embarcados, Web 2.0 e OpenSolaris.

Desde o Domingo, os dias aqui em San Francisco estão muito quentes, céu azul, sem nuvens, o que deixa o pessoal por aqui doido, depois dos meses de inverno, que foram bem rigorosos, este ano. A abertura do CommunityOne foi feita através de um painel de discussão do Software livre e as tendências a serem observadas no futuro imediato. A coordenação ficou com Tim O'Reilly, fundador da famosa editora O'Reilly e a anos fervoroso advogado do Software livre e da Web 2.0. Com ele subiram ao palco Rich Green, Vice Presidente de Software da Sun, Ian Murdock, Chefe de operações e recém contratado pela Sun e, Tim Bray, Diretor das tecnologias Web.

Green começou dizendo que eles tinham o que comemorar, a comunidade européia havia acabado de eleger a Sun como a maior empresa de software livre do mundo, três vezes maior que o segundo colocado. O painel girou sobre o fato das pessoas terem a necessidade de se comunicar, o compartilhamento do conhecimento é que faz o sucesso das comunidades virtuais. Disse também que mais de CEM linguagens já foram testadas para rodar dentro da JVM (Java Virtual Machine). Outro dado interessante é que o laboratório de desenvolvimento do NetBeans está em Praga, na republica Tcheca, pois lá eles são os melhores do mundo no desenvolvimento de IDEs.

Na sessão seguinte, alguns números interessantes sobre o NetBeans: Começou em 2003 e hoje a comunidade já conta com mais de 550.000 participantes em todo o mundo, são mais de 570 tutoriais e artigos técnicos gratuitos disponíveis para download, 77 aplicações modelo prontas para uso. Só no JavaOne deste ano sao 27 Technical Sessions e BoFs de palestras sobre NetBeans. Em um slide sobre livros sobre o NetBeans, em todo o mundo, lá estava a capa do livro do Fernando Anselmo (que eu sei, vai se arrebentar de tanto orgulho :-)

Jonathan Schwartz, presidente da Sun, e Rich Green subiram ao palco e, Schwartz agradeceu a comunidade o apoio ao NetBeans, dizendo que o sucesso da ferramenta se deve ao apoio de milhares de desenvolvedores em todo o mundo, e Green comunicou que decidiram pela separação da Java linguagem da Java plataforma e que, novas linguagens, como JRuby já estão rodando na Maquina Virtutual Java (JVM). Numa troca inusitada de brincadeiras e gozações no palco, Schwartz conseguiu arrancar de um pressionado, e constrangido, Green o comentário ?Java is hard? (Java é dificil). Green disse que estão trabalhando no sentido de fazer com que Java volte a se tornar uma plataforma focada nas pessoas e não na tecnologia.

Em um slide sobre os strategic partners do NetBeans aparece a logo da nossa parceira a SEA, empresa de Brasília, o que nos enche de muito orgulho, pois foram citados junto com empresas do porte do Sprint (operadora de celulares), JBoss, Collabnet e Amazon. Falando em brasileiros, este ano o JavaOne está cheio, montes de andando pelos corredores, gente nova que não conheço, e não as tradicionais figuras de sempre que não falam de jeito nenhum.

Na hora do almoço, diversão javanesa. Quem disse que Java é coisa séria. O pessoal do Java Posse (www.javaposse.com) fez todos rirem até as lagrimas sobre as coisas que estão faltando em Java (Top 10 missing Java features) ou as 10 piores coisas que existem na linguagem (Top 10 API's to nuke from Java), como por exemplo tudo relacionado com a biblioteca Calendar e Date. O Podcast (mp3) desta apresentação voces ja' podem baixar e se divertir, do sitio deles. Vale a pena, é hilário.

Pela primeira vez aqui vejo comida vegetariana, deliciosa por sinal, e não somente os tradicionais pratos americanos (argh!). Apos o almoço fui ver uma palestra na Thread do Linux, com Ian Murdock, criador do Debian, com o titulo sugestivo de ?What a Linux guy doing at Sun ??, o que um cara do Linux está fazendo na Sun ? Começou com uma citação do Marc Andressen que disse que o Solaris é o melhor Linux que o LINUX. Ele agora está na Sun, responsável por um programa que até 2011 fará do OpenSolaris um sistema operacional de fato e que possa ser baixado e usado por todos ate' nos mais variados modelos de laptops.

Na palestra sobre o Netbeans mobile, mostraram que re-escreveram integralmente o Virtual Designer e a demonstração das funcionalidades, tipo drag & drop (arrastar e colar) ficou por conta da Ikivo, fabricante de celulares com mais de 15 milhões de aparelhos produzidos. Gostei, impressiona.

Fui conhecer o JRuby, linguagem de script, que roda na JVM, criada em 1993 por Yukihiro ?Matz? Matsumoto, 100% Orientada a objetos, software livre que reduz em 90% a necessidade de código quando se trabalha com desenvolvimento para a Internet. Sobre ele você tem o Rail, que é um framework tipo Model/View/Controller e o desenvolvimento feito sobre o Matisse. São as novas linguagens chegando a JVM, não me surpreenderia se dia desses aparecer um Cobol rodando debaixo da Java Virtual Machine. Tudo é possível :-))

Como vocês sabem, James Gosling, criador de Java, começa suas apresentações jogando brindes na audiência, que a leva a um processo de catarse coletiva. Imaginem pessoas, as sete da noite, que ficaram o dia todo vendo apresentações sobre código e subitamente começam a se atirar no ar, para pegar brindes (pequenos e macios globos terrestres do NetBeans). É uma loucura fascinante. Estava eu escrevendo estas notas quando aterriza nos meus pés o ?dito cujo?. Mais que rapidamente coloco meu pé em cima e rosno para os dois caras que quiseram tomar ele de mim. Como sou um cachorro grande (1,90), impressionei, deve ser a minha cara feia, e eles desistiram. Ele mostrou a revista Web, gratuita e em formato .pdf, que o Leonardo Galvao está produzindo, em Inglês, chamada NetBeans Magazine.

James disse que já distribuíram centenas de milhares de CDs em todo o mundo do NetBeans (www.netbeans.org) mas, a missão de entrega mais difícil foi entregar o material para dois desenvolvedores palestinos. De tão complicado fizeram um filme da aventura, que merece ser re-visto no iTube. Começam nos escritórios da Sun em Israel, onde dizem para eles não fazer esta entrega pois é perigoso, o vídeo mostra as barreiras policiais israelenses, querendo saber o motivo da viagem deles, checagem e re-checagem de documentos e finalmente eles entrando em um gueto palestino onde encontram confinados os dois desenvolvedores. E' de chorar quando um deles diz ?Java is my life, NetBeans is my love?.

Tim Bordeaux mostrou um pouco sobre a Web Semântica e o futuro da Internet. Especificamente no NetBeans estao estudando esta tecnologia para a possível verificação da analise de bugs em códigos fonte. Para encerrar James Gosling chama ao palco Bruno Souza, agora NetBeans Community Manager, onde apresentou o Dream Team, programa parecido com o dos Java Champions, que já conta entre outros com a presença dos brasileiros Edgard Silva e do amigo Vinicius Senger.

Para encerrar uma grande festa para mais de 1000 pessoas com tira-gostos e vinho ou cerveja a vontade. Aí encontro com um monte de JUG Leaders do mundo todo. Mas isto e' historia para os próximos dias.

O dia já está clareando, vou dormir uns minutos e voltar para o Moscone Center. Amanha conto como foi o primeiro dia do JavaOne 2007.

Daniel DeOliveira