Você está em JavaOne2005 - Primeiro dia

30 de Junho de 2005.


Quarto dia do JavaOne

Tradicionalmente o ultimo dia do JavaOne é reservado a James Gosling, para o que ele mesmo declara ser uma de oportunidade para mostrar alguns brinquedos.

Copiei alguns números que foram apresentados no palco hoje e, creio, podem ser úteis para alguém, ainda convencer algum retardado mental que Java e' um fato real e inquestionável. Estes dados foram chamados de “O poder da Java”. Nada mal para uma criança de apenas 10 aninhos !

- 700 milhões de micros rodando aplicações Java

- 155 milhões de downloads da Java desde junho de 2003

- 12 milhões de visitas por mês ao sitio java.com

- 4,5 milhões de desenvolvedores Java no mundo

- 150.000 desenvolvedores registrados no sitio java.net

- 912 membros no JCP

- 708 milhões de celulares rodando Java no mundo

- 635 modelos de celular no mundo com Java

- 32 fabricantes de celulares Java no mundo

- 140 operadoras de telefonia móvel usando Java

- 3 milhões de downloads de J2EE

- 28 tipos diferentes de servidores Java

- A e-Bay confia em Java para todas suas vendas que ultrapassam US$ 1,400 POR SEGUNDO

John Gage sobe ao palco para a abertura e alguns dados de ultima hora, como quais foram as palestras mais vistas no JavaOne. Antes que perguntem, foram a de JSO e a 9 ways to hack a server. Para encontra-las visitem o sitio oficial do evento em www.java.sun.com/javaone. Isto mostra a tendência do mercado atual, cabe a cada um fazer o seu juízo. Em seguida John mostrou um filme sobre a MLB.com, sitio todo montado em Java e serve para atender aos fans de basebol. Os desenvolvedores/proprietários declararam sua surpresa com os volumes fantásticos de vistas por dia, que chegam aos milhões. Por ultimo, antes de chamar James Gosling ao palco, John Gage informa que a Panasoic acaba de lançar no mercado um celular com Java e que já vem com uma câmera fotográfica de 7 Mega Pixels. Uau !!!

O primeiro brinquedo mostrado foi o Music Player e que já havia sido apresentado para os participantes do NetBeans day no ultimo domingo. O código está disponível para download no java.net e se chama Project Matisse. James comentou que se você já teve que brigar com o GridBag Layout então você vai entender, e parabenizar, a equipe do projeto pelo belo trabalho que realizaram.

O líder de projeto NetBeans Petr Suchomel sobe ao palco para mostrar como fazer uma aplicação Java para celulares MIDP 2.0 integrada ao J2EE. No NetBeans, como ele apresentou, e' tudo uma questão de arrastar, colar e ligar os componentes com linhas. Bom, sabemos que nunca e' exatamente assim tão simples, mas ele conseguiu me impressionar.

O terceiro brinquedo foi realmente muito interessante e chama-se Projeto NetBEAMS (com M), para Networked Bay Environment Assesment Monitoring Station. É um projeto integrado da Sun (Jim Wright), Agilent Labs (Jay Warrior) e Arno Puder (San Francisco State University) e destina-se a medir a qualidade da água da baia de San Francisco. É um sensor submarino e que envia os sinais coletados para a central através de um CELULAR acoplado nele :-0 Super interessante e o código também pode ser baixado do java.net. No palco, para a demonstração colocaram um tanque com água e dentro o sensor que mede um metro de comprimento. Em seguida jogaram um balde de gelo na água e o celular começou a transmitir para um gráfico no telão a temperatura da água baixando gradativamente. Cool !!! Enviei foto do monstrengo, vejam na nossa pagina para o JavaOne.

A próxima apresentação mostrou como Java esta' dentro de todos os segmentos da vida americana, e para o pessoal por aqui a industria militar é um fator fundamental dentro do orçamento nacional. O canadense James Gosling começou falando que uma das coisas mais difíceis de fazer e' trabalhar com Java Real Time, isto e', programação para dispositivos em tempo real, como o robot em Marte, que continua enviando fotos e sendo processadas por um programa escrito por ele mesmo. Chamou Edward Pla, da fabrica de aviões Boing. Eles desenvolveram o ScanEagle, um pequeno avião a hélice, silencioso como um fantasma, onde todo o controle de pilotagem e' remoto e desenvolvido em Java. O avião para ser homologado passou por mais de 600 testes de certificação, igual a qualquer avião militar atual. Brincaram, lamentando que não poderiam fazer uma demonstração do aparelho porque a administração do Moscone Center não gostou de ter tanque de combustível voando em um espaço pequeno. Para compensar passaram um filme mostrando como ele é catapultado de um dispositivo que fica em cima de um caminhão, e é recolhido por uma pequena rede, uma vez que não tem trem de pouso. As imagens que ele mostra do solo são de excelente qualidade alem de Raios X e térmicas. Também tem foto na nossa pagina o pequeno avião esta em um podium no palco, no canto esquerdo.

Na parte divertida, hoje foi o dia da apresentação do terceiro competidor do concurso de dispositivos lançadores de camisetas. A terceira equipe trouxe uma catapulta romana, como disse o James, sem eletrônica, somente Física. Depois de carregada, com duas camisetas de cada vez, foram lançadas por um gatilho acionado por um operador usando uma marreta !!! Funciona como uma maravilha. Esta competição anual faz muito sucesso e traz a audiência ao delírio. Quase ganhei uma, chegou a bater na minha mão, mais veio com muita velocidade e rebateu. Felizardo foi o colega a umas duas filas atrás que a ganhou quando ela literalmente aterrisou no seu colo suavemente :-))

A final da competição começou com a convocação das três equipes competidoras finalistas para o palco. Colocaram no telão um Applause-O-Meter, medidor de aplausos. Cada equipe recebia sua cota de aplausos, gritos e assobios e os vencedores foram os Australianos, cuja foto enviei ontem. James brincou que eles vão comemorar tomando todas as cervejas disponíveis na cidade. E pelo tamanho avantajado deles da' para acreditar, não é Alexandre ? (sorry private joke) Fica aqui o desafio. Quem sabe no ano que vem não teremos uma equipe brasileira mostrando uma solução bem Tupyniquim aqui na Gringolandia. Afinal, já mostramos que somos bons em Java, agora seria bom também mostrar que somos bons também em mecânica. Mecatronica ???

Enquanto terminava a competição, o palco era reorganizado com cadeiras para um painel muito interessante chamado “Contribuições para a próxima década”. O moderador foi John Gage, cientista chefe da Sun Microsystems com as participações de:

James Gosling – Vice Presidente e Sun Fellow,

Bill Joy – Parceiro da Kleiner Perkins Caufield & Byers

Paul Saffo – Diretor do Future Institute

Guy Steele – Sun Fellow

Danny Hillis – Chief Technology Officer da Applied Minds.

Inicialmente houve muita brincadeira e provocação do Bill Joy, que foi o responsável em dar a James Gosling autorização para, se você se lembra da historia da linguagem Java, que tecêssemos hoje a nossa plataforma. Brincaram muito sobre a cara que os advogados da companhia fizeram quando procuraram que Java deveria ser liberada de graça. Afinal, disse ele, o BSD (Berkeley), do qual ele esteve envolvido desde o principio foi a base do que se tornou depois o Solaris. Guy Steele estava na equipe original do OAK e agora desenvolve a evolução da Java que se chama Fortress. O nome é uma associação com a linguagem Fortran, pois contem todo das notações matemáticas, processamento paralelo, concorrência, sincronização. A nova linguagem terá na comunidade o mesmo impacto que Java teve a dez anos atrás. Falando do futuro, Paul Saffo, que eu tive o privilegio de conhecer a uns anos atrás, falou que, para ele haverá a fusão do Cyber espaço com o espaço Real, em equipamentos cada vez menores. O que a Boing mostrou neste JavaOne com o ScanEagle é uma clara demonstração desta fusão afirmou. Disse que em três anos haverão pequenos equipamentos, como este avião, custando ridículos US$ 99. Para mais tarde será a fusão dos chips com o DNA, para pequenos e poderosos autômatos. Resumindo disse, a grana, o dinheiro real, estará nos robots, fundindo o silicio com o orgânico, tudo junto. Taí pessoALL, se VOCÊ quer estar fazendo sucesso, neste mercado, nos próximos 10 anos rico, bonito, rico, formoso, rico, fazendo sucesso e para finalizar MUITO rico, a dica foi dada. Quem sobreviver Vera ! É puramente Darwiniano.

Para encerrar a participação do DFJUG neste JavaOne 2005 ainda participei, na hora do almoço de uma seção de brainstorming (Toró de Palpites, como dizem os colegas do CESAR de Recife :-) sobre o que deve ser o JavaOne nos próximos 10 anos. Muitas contribuições interessantes e agora só esperar para ver as surpresas que nos aguardam para a próxima década Javanesa, o que não está longe, será daqui a pouquinho em 2015.

Uma correção. Por ter ganho o Duke, Fabiane Nardon está sendo chamada por aqui de “A Dukesa” :-)) Ela merece todo o sucesso que tem recebido, por toda a boa divulgação que o Brasil recebeu durante este evento. Ela mostrou que nosso pais também é bom de TECNOLOGIA de ponta.

Daniel deOliveira
JUG Leader
Brasília Java Users Group
daniel@dfjug.org
www.dfjug.org
Brasil